O secretário estadual dos Recursos Hídricos e do Meio Ambiente e vice-governador Robinson Faria (PMN), presidente estadual da Comissão Provisória do Partido Social Democrata (PSD), afirmou ontem não existir irregularidade na criação de diretórios municipais da legenda no Rio Grande do Norte.
Denúncia publicada ontem no jornal Folha de S. Paulo revela que o PSD pode ter clonado atas para criação de diretórios municipais do partido no RN, Goiás e Santa Catarina. Nos três Estados, os textos repetiriam até os erros de português e mudariam apenas o nome dos militantes, a data e o local das reuniões.
Robinson Faria, entretanto, nega existência de clonagem e atribui a denúncia à retaliação política do Democratas (DEM), que vem perdendo quadros para o futuro PSD a partir da dissidência do prefeito de São Paulo, Gilbero Kassab. Segundo Robinson, o DEM não aceita a criação do PSD e tem feito de tudo para impedi-la.
Para formalizar a criação da nova sigla, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determina em resolução a coleta de assinaturas de apoio ao partido e a formação de diretórios em pelo menos 5% das cidades de nove Estados, com a consequente eleição de dirigentes nesses Estados.
Os documentos que provam esse apoio e essa eleição (atas) devem ser enviados ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de todas essas regiões. Só depois de todo esse processo é que o partido passa a valer oficialmente. O problema, segundo a Folha, é que, em quatro cidades potiguares, três goianas e quatro catarinenses, o conteúdo das atas são os mesmos.
Robinson Faria assegura que será provada lisura na criação dos diretórios do Rio Grande do Norte, já que tudo foi feito dentro da legalidade, conforme determina a legislação partidária no Brasil. E que os procedimentos denunciados na Folha de S. Paulo não condizem com seus métodos nem com sua biografia política.
O vice-governador se diz decepcionado com o presidente nacional do DEM, senador José Agripino, já que nos bastidores o repasse das informações à Folha é atribuído a Agripino, com mantinha boa relação política há décadas. "Estou muito decepcionado com a postura de Agripino", confessa Robinson Faria.


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