Maurício Ferreira

segunda-feira, 4 de julho de 2011

João Dias: a menor renda do Estado


João Dias - O município de João Dias, distante 172 quilômetros de Mossoró, divisa com o Estado da Paraíba, tem 2.601 habitantes. A Fundação Getúlio Vargas, com base nos números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgou esta semana que a renda média da população do município é R$ 197,72, a menor do Rio Grande do Norte, e está entre as cem piores do país. Mas como vive a população com a pior renda do RN?
A reportagem do DE FATO visitou esta semana João Dias, que fica a 436 metros do nível do mar. Clima frio. A estrada de acesso é pelo município de Antônio Martins. Segue por uma rodovia estadual estreita, porém bem sinalizada. Os 15 quilômetros que separam as duas cidades proporcionam belas imagens para quem por algum motivo decida visitar a cidade.
E são poucos que vão a João Dias. A cidade não tem indústria e o comércio é muito tímido. É quase parando. Apenas pequenas "bodegas", lojinhas de roupas e produtos do campo. Negócios familiares. Para se ter uma ideia, há pouco mais de 1 ano foi que a cidade ganhou seu primeiro posto de combustível. Porém, apesar da renda ser a menor do Estado, na cidade o cenário é outro. Nem parece que a renda média do cidadão de João Dias é apenas R$ 196,00/mês.
A cidade tem um pórtico na entrada imponente. É toda arborizada e bem ornamentada. As praças são bem conservadas e algumas recém-construídas. Atualmente, a prefeitura está concluindo um Estádio de Futebol, que cabe toda a população nas arquibancadas, e um Terminal Turístico. Estes são os únicos locais que estão oferecendo emprego no município.
A renda das famílias do município é quase cem por centro dos empregos oferecidos pela Prefeitura Municipal (176), Governo do Estado e aposentados. É o caso da ASG Maria de Fátima Sousa, casada e três filhos. Os outros três estão casados e já têm suas residências. Fátima ganha R$ 800,00 como ASG do Estado. Dividindo este valor pelo número de pessoas na casa, chega-se à renda de média de R$ 160,00.
É com R$ 160,00 por mês que cada membro da família de Fátima sobrevive. "A gente num tem onde fazer gastança com 'shop', com loja, com lanchonete. Aqui não tem com que gastar. É uma cidade tranquila, tem escolas funcionando e se alguém precisar de algo mais caro na saúde, a Prefeitura dá tudo", diz a ASG Fátima. A informação passada por Fátima foi confirmada pela secretária de Administração da Prefeitura, Maria de Fátima Duarte. 



fonte; jornal de fato. 

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